quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Chegada

Frescura doce que acompanha o peixe frito acabado de pescar pelo pai no rio da aldeia. O pão que se desfaz na boca amolece no contacto com a doçura da bebida fresca.
Levemente mentolado, o alcool necessário para revigorar da emoção do encontro. A luz que entra pela janela semi-aberta, reforça a vontade de te abraçar.
Chegas mais cedo e a espera termina. O copo da bebida fresca na minha mão voa e de encontro ao teu corpo eu tropeço na lenha do forno que coze o pão. Os meus braços rodeiam o teu pescoço e as lágrimas que correm sabem ao agre e doce do alcool mentolado que bebi. É surpreendentemente agradável e tem graça. Parecemos os palhaços desengonçados do circo que fazem rir as crianças.

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