Rasgou-se-me a pele, e, transbordou-me a carne. Partiu-se-me o coração, no peito dilacerado. Fugiu-me a cor, com a dor, e a alma cinzenta no fundo preto do poço em que me encontrava aquietou-se. Desvaneceu-se-me o olhar e perdeu-se. Encontrei-me na bruma e decifrei o enigma. Soube ali mesmo que a valia da vida não é mais que a grandeza da morte, e, que a embriaguez dos sentidos me tomou o comando do esquecimento.
Descomedida algazarra de trovões e raios que partem a montanha, fragmentos de um todo que se perde. O mar afastado da areia, escondido da espuma, quer arrepanhar o sol sem brilho e a noite sem luar. O vazio como chuva de pétalas de pedra, adormeceu a esperança e o tempo, pedaço de luz que se esvaneceu, como a vida que me morreu. A dor da morte, doeu-me na vida.
domingo, 18 de outubro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário